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	<title>O Questionador</title>
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		<title>O Questionador</title>
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		<title>Prólogo.</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 04:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luke</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>

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		<description><![CDATA[Atenção: Esse é o prólogo não-oficial e muitíssimo mal-escrito de uma história cuja idéia surgiu absolutamente do nada, e será desenvolvida melhor com o passar do tempo e o clarear da mente. 24 de Dezembro de 2019. 23:30.Praga, República Tcheca. Eles costumam dizer que Praga é a cidade dos amantes. Devia ser, antes da grande [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=89&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="asd" src="http://fc05.deviantart.net/fs16/f/2007/197/6/d/Praha_1_by_Heksagon.jpg" alt="" width="530" height="718" /></p>
<p><strong>Atenção:</strong> Esse é o prólogo não-oficial e muitíssimo mal-escrito de uma história cuja idéia surgiu absolutamente do nada, e será desenvolvida melhor com o passar do tempo e o clarear da mente.</p>
<p><strong><em>24 de Dezembro de 2019. 23:30.Praga, República Tcheca.</em></strong></p>
<p>Eles costumam dizer que Praga é a cidade dos amantes. Devia ser, antes da grande guerra. Agora é só mais um reduto para prostitutas, assasinos, corruptos e ratos &#8211; sejam os transmissores da raiva ou da ganância, todos encontram-se misturados na mesma fétida poça de água suja cujo planeta inteiro transformou-se. A mulher não era uma prostituta, apesar de ter a flexibilidade e o linguajar sujo de uma. Sua pele, alva como os lençóis da cama (antes destes se transformarem em vermelho sangue), ainda exibia as marcas dos meus dedos. Seus olhos, antes tão vivos e quentes, não exibiam mais brilho nenhum. Qualquer suspiro de vida que já havia percorrido seus olhos verdes estava em qualquer outro lugar&#8230; Menos ali. As duas órbitas estavam arregaladas, e as íris fitavam, descompromissadamente, uma maleta preta posicionada em cima da cômoda.  Um blues imensamente desafinado tocava, ao fundo, não tão longe. Era a única testemunha das cenas que haviam acontecido há pouco. Cenas que encantariam um roteirista pornô e assustariam um escritor de terror. O engraçado é que sua boca continuava aberta, como se ainda pudesse gritar. Como se gritar fosse ajudar. Misturada aos lamentos da triste guitarra, um barulho seco da sirene de uma viatura policial ficava cada vez mais alto. <em>Policial</em>. Palavra engraçada para uma organização que havia tornado-se mais suja do que aqueles que ela deveria perseguir e punir em primeiro lugar.</p>
<p>Num grande espelho localizado no banheiro, deslizo a mão pelos cabelos &#8211; um dos gestos que me dizem ser igual ao <em>dele -</em>, subo o zíper da jaqueta velha e surrada de couro e tiro, com o indicador, um filete de sangue que escorria pela minha boca. A marca dos dentes dela, porém, não sairia tão fácil. As golas da jaqueta se levantam quase que sozinhas, tamanho o costume de usá-las deste modo. Os pés, cobertos apenas pelo coturno velho, movem-se quase que sozinhos na direção da janela, enquanto a guitarra cessa e o único barulho transforma-se no subir das escadas velhas pelos policiais. Pelas passadas, eram três. Um sorriso cínico escapa pelo canto de meus lábios enquanto passo pela janela e deixo que minhas pernas sejam as únicas partes de meu corpo presas ao lado de dentro do apartamento.</p>
<p>Os policiais entram, arrebentando a porta de madeira. A preferência dos pervertidos foi primeiro olhar para os peitos, para depois notar a marca da .45 na testa, entre os olhos. Enquanto o primeiro policial se aproxima do corpo, o segundo aponta a pistola automática na direção do meu rosto. A mão treme, assim que ele olha para meu rosto. A semelhança era, de fato, assustadora. Tentando se recompor, ele puxa o mecanismo que desativa a trava de segurança da arma.</p>
<p>- Nem pense em se mover. &#8211; Sussurra ele. Os dentes amarelos só não causam mais asco do que a pseudo-ereção do primeiro policial, enquanto examinava o corpo da morena.</p>
<p>- Feliz Natal. &#8211; O sussurro, diferente do dele, não carrega receio, arrependimentos ou qualquer outro sentimento relacionado ao passado. É isso que acontece quando você não tem nada a perder.</p>
<p>- Realmente, será um belo presente de Natal prender justamente <em>você</em> &#8211; bradou o terceiro policial -. Eles estão querendo sua cabeça em uma bandeja.</p>
<p>- Só não encosta na maleta.</p>
<p>Antes da frase sequer chegar ao final, o terceiro policial segura a alça da mala revestida, para abrí-la e examiná-la. Ele ativa o mecanismo automático de explosão da maleta. De fato, não preciso me mover: A força da explosão, antes de destruir o quarto inteiro e deixar apenas pedaços para serem examinados, me joga para longe da janela. Enquanto caio, crio mais uma nota mental: Agradecer a Deus, se houver um, pela existência de um hotel exatamente atrás do rio Vltava.</p>
<p>Quando conseguissem juntar o resto dos 4 corpos destruídos naquela madrugada fria, na véspera do Natal, eu já estaria chegando à Paris: Meu próximo insólito destino.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oquestionador.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oquestionador.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oquestionador.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oquestionador.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oquestionador.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oquestionador.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oquestionador.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oquestionador.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oquestionador.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oquestionador.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oquestionador.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oquestionador.wordpress.com/89/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oquestionador.wordpress.com/89/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oquestionador.wordpress.com/89/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=89&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Amigos.</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 20:06:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luke</dc:creator>
				<category><![CDATA[Random]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de começar a escrever esse texto, minha idéia anterior era falar de amor.Este, porém, é um assunto que pode ser interpretado de maneiras diversas. Existe amor de pai, amor de filho, amor de sexos opostos, de sexos iguais, amor à primeira vista, amor que, quando bate, fica&#8230; Um tipo de amor, porém, é o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=78&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-77" title="f_" src="http://oquestionador.files.wordpress.com/2009/10/friends.jpg?w=315" alt="f_"   /></p>
<p>Antes de começar a escrever esse texto, minha idéia anterior era falar de amor.Este, porém, é um assunto que pode ser interpretado de maneiras diversas. Existe amor de pai, amor de filho, amor de sexos opostos, de sexos iguais, amor à primeira vista, amor que, quando bate, fica&#8230;</p>
<p>Um tipo de amor, porém, é o mais duradouro. O mais sólido. O mais concreto: O amor de amigo.</p>
<p>Convenhamos: Todos nós iremos perder um (ou 61) grande amor. Com o acúmulo de tempo – ou de álcool -, porém, essa lacuna é preenchida por outra pessoa que será, sim, diferente da outra&#8230; Mas que virá a despertar os mesmos sentimentos que, outrora, eram causados pelo amor anterior. Com um amigo, a situação diferente. Aquilo que você sente por um é diferente do que sente-se por outro. Eu não amo nenhum de meus amigos da mesma maneira. Cada um me conquistou e me atraiu por uma gama de motivos diferentes, e meus sentimentos desencadearam-se a partir dessas semelhanças (e diferenças).<br />
O que quero dizer, realmente, é&#8230; Damos tanta importância ao sexo oposto que, às vezes, esquecemos daqueles que estarão lá, ao nosso lado, na hora que o tal sexo oposto for embora. A relação entre amigos é mais íntima que a relação entre namorados; basta observar um exemplo crasso: A maneira que um trata o outro. Geralmente, namorados tratam-se de maneira carinhosa, meiga. “Ursinho” pra cá, “Fofucha” pra lá. Praticamente uma roleta russa para um diabético. Amigos, não. Você sabe que está próximo de dois grandes  amigos quando um chama o outro de “Filho da puta” e “Viado”, respectivamente. Pode ter certeza que, no primeiro sinal de problema, o Viado vai se colocar na frente do Filho da puta para defendê-lo.</p>
<p>É interessante pontuar um juízo de valor criado por este observador que vos escreve: A amizade entre homens, ao que me parece, é muito mais verdadeira que a entre mulheres. Estaria eu certo? Declaro isso pois, ao que me recordo, nunca tive um desentendimento com um amigo por causa de mulher. Não vejo sentido nenhum nisso; considero que podem até existir mulheres que sejam dignas de criar brigas entre amigos&#8230; Mas qual seria a graça de ganhar uma dessas e perder um grande amigo? Para quem eu iria apresentá-la? Não seria possível chegar de mãos dadas e falar: “Está vendo esses caras? Eu daria a vida por eles.”</p>
<p>A amizade é o mais nobre dos sentimentos. Diferente de relacionamentos, a amizade não pede muito em troca. Ela existe porque as pessoas se gostam e querem ver a outra bem. Mais ou menos como esse post. Não o escrevi esperando receber algo em troca. Escrevi ele de maneira até, tenho que confessar, um pouco displicente, pois não consigo dissertar sobre amizade sem lembrar de acontecimentos envolvendo grandes amigos e amigas. E, ao lembrar deles, acabo perdendo-me em memórias deliciosas e sorrisos imensos. Acabo perdendo, então, o foco da narrativa. Não importa. O que importa é que independente do que aconteça comigo, tenho meus amigos comigo. Amigos antigos, amigos novos, amigos que eu ainda nem conheço&#8230; Leitores. Admiradores. Inimigos que poderão tornar-se amigos. O importante é que nós não conseguimos viver o sexo oposto&#8230; Mas também não conseguimos viver sem um (ou vários) do semelhante.</p>
<p>Obrigado a todos vocês que dão sentido à minha vida e ajudam-me a trilhar os caminhos certos. Tudo o que sou e serei é, em grande parte, devido a todos vocês.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oquestionador.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oquestionador.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oquestionador.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oquestionador.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oquestionador.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oquestionador.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oquestionador.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oquestionador.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oquestionador.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oquestionador.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oquestionador.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oquestionador.wordpress.com/78/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oquestionador.wordpress.com/78/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oquestionador.wordpress.com/78/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=78&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mulheres.</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 03:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luke</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Diversas guerras, durante toda a história do homem, foram causadas por&#8230; Mulheres. Muitos dos conflitos que mataram milhares – e, por que não, milhões? – foram causados por mulheres, e poderiam ter sido evitados se elas não estivessem por perto. Se me pedirem para colocar na balança, porém, a morte de milhões e a existência [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=64&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-63" title="make up (6)" src="http://oquestionador.files.wordpress.com/2009/09/make-up-6.jpg?w=315" alt="make up (6)"   /></p>
<p>Diversas guerras, durante toda a história do homem, foram causadas por&#8230; Mulheres. Muitos dos conflitos que mataram milhares – e, por que não, milhões? – foram causados por mulheres, e poderiam ter sido evitados se elas não estivessem por perto. Se me pedirem para colocar na balança, porém, a morte de milhões e a existência da mulher&#8230; Que continue o derramamento de sangue.</p>
<p>Não me chamem de piegas, de ultra-romântico ou de exagerado. Tá, de piegas podem chamar, mas não existe, no mundo, um ser mais perfeito do que a mulher. Em geral. Feia, bonita, burra, inteligente, ruiva, loira, mulata, morena, mestiça, baixa, alta, louca, louca ou louca. Cada mulher tem, dentro de si, um poder que nenhum outro ser tem: O de dominar o homem.</p>
<p>O leitor que tem complexo de machão, então, vai duvidar das minhas palavras, bater no peito (que fez crescer com muito anabolizante) e dizer: “Eu não! Mulher nenhuma manda em mim!”. Ah é, Hércules? E tua mãe é o que, homem?</p>
<p>Não adianta negar ou tentar contra-argumentar: As mulheres nascem com o dom de nos exercer influência. Se você ainda não acredita, vai perguntar pro teu pai. Ou acha que ele fica com aquela cara de nervoso depois do jantar porque o ensopado ta ruim? Ele ta bravo é porque não pode <em>reclamar</em> da comida. Não pode sequer arquear a sobrancelha, senão passará uma semana na cozinha. “Sem reclamar, hein Arnaldo! Senão te coloco pra lavar a louça também”.</p>
<p>Não reclamemos, porém, homens. Que outro ser, senão a mulher, pode nos fornecer tamanhos prazeres, de maneira tão simples? Busque um par de olhos femininos que te tire o fôlego. Olhe para eles tempo suficiente, e logo todos os problemas que tu podes carregar na mente irão sobrevoar para longe, ao menos por instantes. Enquanto olhares para aquele par de olhos, nada mais importará, senão&#8230; Eles.</p>
<p>Encontre lábios que se encaixam nos seus assim, de primeira, sem precisar sequer treinar uma vez mais. Encontre aquele suspiro perfeito no meio do beijo, aquele toque aveludado, mas que arrepia até o fundo da tua alma, e&#8230; Pronto. Você está nas nuvens.</p>
<p>Experimente irritar uma mulher. A irrite o suficiente para que ela pareça prestes à explodir e então, de súbito, a abrace. Ofereça seu ombro. Peça desculpas. Admita a culpa. A sensação de ter uma fera recém-acalmada ali, perto de você, controlando-se para não ter que enfrentar um tribunal que a julgaria por crime passional e homicídio duplamente qualificado.</p>
<p>Apaixone-se pela menina mais bonita da sala, ou pela passageira mais bonita do ônibus, que você nunca mais verá novamente. Mesmo que aquela história de amor dure entre o momento em que você subiu no ônibus e o momento em que ela desce, tente desfrutar cada instante daquilo. Você nunca terá a chance de vê-la de novo pela primeira vez, e a reação dela não será a mesma se tudo voltar a acontecer.</p>
<p>Ouça os conselhos da sua mãe, da sua namorada ou das suas amigas, mesmo que aquilo seja uma baboseira sem limite. Mostre que ao menos irá considerar a hipótese, mesmo que a esqueça 10 segundos depois. Tente mostrar que faz idéia da importância que cada uma delas tem na sua vida, mesmo sabendo que nós, homens, nunca saberemos dar o valor merecido às mulheres. E, o mais importante: Perdoem aquelas que não sabem se dar – e lhe dar – o merecido valor. Elas ainda não sabem o poder que carregam em suas mãos, e as virtudes que carregam em seus corações.</p>
<p><em>&#8220;Se não fosse as mulheres, o homem ainda estaria agachado em uma caverna comendo carne crua. Nós só construímos a civilização com fim de impressionar nossas namoradas.&#8221;</em></p>
<p>Orson Welles.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oquestionador.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oquestionador.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oquestionador.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oquestionador.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oquestionador.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oquestionador.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oquestionador.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oquestionador.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oquestionador.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oquestionador.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oquestionador.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oquestionador.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oquestionador.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oquestionador.wordpress.com/64/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=64&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>To him, we&#8217;re just freaks&#8230; &#8211; Parte Dois.</title>
		<link>http://oquestionador.wordpress.com/2009/09/24/to-him-were-just-freaks-parte-dois/</link>
		<comments>http://oquestionador.wordpress.com/2009/09/24/to-him-were-just-freaks-parte-dois/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 04:21:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luke</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerd]]></category>

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		<description><![CDATA[Batman sempre esteve acostumado a lidar com bandidos. Mafiosos. Pessoas que, por algum evento ou série de acontecimentos, só deseja – e só quer fazer – o mal à todos. Para eles, basta alguns socos e o Asilo Arkham – ou a cadeia -. No final de Batman Begins, porém, o Comissário Gordon entregou uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=53&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54" title="Heath_Ledger___Joker___by_olgy" src="http://oquestionador.files.wordpress.com/2009/09/heath_ledger___joker___by_olgy1.jpg?w=315" alt="Heath_Ledger___Joker___by_olgy"   /></p>
<p>Batman sempre esteve acostumado a lidar com bandidos. Mafiosos. Pessoas que, por algum evento ou série de acontecimentos, só deseja – e só quer fazer – o mal à todos. Para eles, basta alguns socos e o Asilo Arkham – ou a cadeia -. No final de Batman Begins, porém, o Comissário Gordon entregou uma carta para Batman que fez todos os fãs ficarem com a sobrancelha erguida e o coração acelerado: A carta do Coringa. Durante anos, ficamos com a eterna dúvida: Seria outro fiasco à lá Joel Schumacher, ou dessa vez teríamos o filme de ação definitivo? Afinal de contas, se em Begins – que conseguiu, com maestria, contar a história do Batman – já tivemos alguns vilões&#8230; Seria essa a hora de meter o pé na porta, para cravar à ferro e fogo o “filme definitivo e insuperável do homem-morcego”? Graças à Deus, para todos os fãs de cinema&#8230; Sim. E, como fã, não digo que a atuação de Christian Bale foi excepcional. Tiro aqui meu chapéu para Gary Oldman, Morgan Freeman e Michael Caine. Tiro todos os meus valores morais e possibilidades de respeito, porém, para apenas um ator: Heath Ledger. Heath Ledger fez o que, por muito tempo, soou como dúvida para fãs e críticos. Fez algo inimaginável. Indescritível. Insuperável. Heath Ledger nos trouxe o mesmo Coringa maníaco que pudemos observar n’A Piada Mortal. Duvidam? Mergulhemos uma vez mais, então.</p>
<p>Pulemos para a cena do interrogatório (o que é uma lástima, pois eu adoraria comentar a mágica do lápis, mas&#8230;): O Coringa foi preso. Está na sala de interrogatório. Comissário Gordon entra lá e é recebido com um educado “Boa noite, Comissionário” (dito de uma maneira tão macabra que me faria, no lugar do Comissionário, dar um “boa noite” de volta e sair dali naquele instante). Apesar das perguntas de Gordon, o Coringa mantém-se irrefutável. Cínico. Medonho. O Comissário sai de cena e, nesse instante, se inicia um dos meus momentos favoritos do filme. Batman e o Coringa, frente a frente.</p>
<p>Bruce está nervoso. Quer respostas. Quer agilidade. O Coringa parece desfrutar, com prazer, de cada instante perto do Batman. O humor frio e real não vai embora. Enquanto Batman mantém-se direto e rápido, o Coringa analisa a situação como um todo. Mostrar-lhes-ei um pedaço desse diálogo; um dos diálogos que me lembraram muito d’A Piada Mortal:</p>
<p>- Por que você quer me matar?</p>
<p>- AhAhAHAHAhA! Eu não quero matá-lo! O que eu faria sem você? Voltar a roubar mafiosos? Não, não&#8230; Você&#8230; <strong>Você me completa.</strong></p>
<p>Batman não passa do criador do Coringa. Se o homem vestido de morcego não existisse, talvez o palhaço não existiria também. Talvez ele não aparecesse em Gotham. Se, no filme, a única exigência do Coringa é que o Batman revele sua verdadeira identidade&#8230; Se ele não existisse, em primeiro lugar, nada disso aconteceria. Se este morresse, à essa altura do campeonato, nada mais faria sentido para o palhaço.</p>
<p>A cena que se segue mostra o Coringa denotando sua primeira faceta anarquista: Ele deseja que Batman quebre sua única regra, que consiste em não matar. Para encerrar esta cena, irei apenas ressaltar seu grand finale: Após revelar que Rachel também foi seqüestrada, Bruce perde a paciência e começa a agredir mais seriamente o Coringa. Ele ri. Ri gostosamente, enquanto tenta explicar que o homem-morcego terá que escolher apenas uma vida para salvar. Ao levar outro soco, ele ri de uma maneira que arrepia o espectador. Uma das minhas frases favoritas de todo o filme:</p>
<p>- Você não tem <strong>nada</strong>&#8230; Nada que possa usar para me ameaçar. Nada a fazer com toda sua força.</p>
<p>Batman decide ir buscar Rachel. Gordon vai atrás de Dent. Os lugares, como vocês sabem, foram dados em sua ordem contrária pelo Coringa. Agora, porém, avancemos para o instante primordial do filme: A cena do hospital.</p>
<p>Vestido de enfermeira, o Coringa mata um dos policiais que entra na sala e então vira-se para Dent, que acorda lentamente. O palhaço tenta convencê-lo que a morte de Rachel não fora sua culpa. Que, enquanto tudo acontecia, ele estava preso na sala do interrogatório. Percebemos suas reais intenções no seguinte diálogo:</p>
<p>- Seus homens. Seus planos.</p>
<p>- Eu pareço mesmo um cara com um plano? Sabe o que eu sou? Sou um cachorro perseguindo um carro. Eu não sei o que faria com um, se o pegasse! A máfia tem planos. Os policiais tem planos. Gordon tem planos. Eles são planejadores. Planejadores tentando controlar seus pequenos mundinhos. Eu não sou um planejador. Eu tento mostrá-los quão patéticas suas tentativas de controlar as coisas realmente são. Então&#8230; Quando eu digo – venha aqui – que você e sua namorada não foram nada pessoal&#8230; Você sabe que eu estou falando a verdade. São os planejadores que o colocaram onde você está. Você era um planejador&#8230; Você tinha planos&#8230; E, bem&#8230; Olhe onde isso te levou!</p>
<p>Acham que acaba por aqui? Não&#8230; Ele vai mais longe.</p>
<p>- Eu só fiz o que faço de melhor. Eu peguei seu planozinho e o virei contra você! Olha o que eu fiz com essa cidade, apenas com alguns galões de gasolina e umas balas. Hm? Sabe&#8230; Ninguém se apavora se tudo acontece como o planejado. Mesmo se o plano for aterrorizante! Se amanhã eu falar à imprensa que um caminhão cheio de soldados explodirá, ninguém se aterroriza. Porque <strong>é tudo parte do plano</strong>. Se eu disser, porém, que um prefeitozinho velho vai morrer&#8230; Todo mundo perde a razão! Introduza um pouquinho de anarquia&#8230; Mude a ordem pré-estabelecida, e tudo se torna&#8230; Caos. Eu sou um agente do caos. E sabe a coisa boa dele? É <strong>justo</strong>.</p>
<p>Muitos devem ter perguntado-se: Qual a ligação do Coringa d’A Piada Mortal com o d’O Cavaleiro das Trevas? E aqui está a minha visão:</p>
<p>N’A Piada Mortal, Coringa tenta mostrar ao Batman que basta um dia ruim para levar um homem aos seus instintos mais primários. Nesse caso, ele usa Gordon, o Comissário de Polícia. No filme, o Coringa leva Dent, o cavaleiro branco de Gotham, para o nível mais baixo: O nível de um vilão. Ao mesmo tempo, tenta utilizar dois grupos de pessoas e colocá-los em confronto, com a premissa que, para sobreviverem, teriam que assassinar muitos outros.</p>
<p>O que somos nós, senão o contrário do Coringa? Metidos em nossas vidas com rotina e planos. Sabemos tudo o que faremos durante a semana, talvez até durante todo o mês. E, se algo sai fora do planejado, enlouquecemos. Ficamos nervosos, ansiosos, quase loucos. Um mundo de regras inventadas por nós mesmos. Regras que aparentam não poderem ser quebradas, mas&#8230; Fomos nós que as inventamos. Somos nós que podemos destruí-las. Da mesma maneira que todos nós temos um Tyler Durden dentro de nossos corpos (tema para outro post tão extenso quanto este, aliás), todos também carregamos um Coringa, e, no fundo, estamos loucos para libertá-lo.</p>
<p>Não o faça agora. Não o faça do nada. Não o faça completa e inteiramente. Mas saiba que ele está aí. Rindo. Sem poder acreditar em como você consegue fingir que tudo vai ficar bem só porque você acha que amanhã vai fazer o que acha que vai fazer. E, toda vez que você se deita, ele pergunta em voz baixa: <em>Why so serious?</em></p>
<p>E então, <strong>eu</strong> te pergunto: Por que tão sério?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oquestionador.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oquestionador.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oquestionador.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oquestionador.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oquestionador.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oquestionador.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oquestionador.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oquestionador.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oquestionador.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oquestionador.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oquestionador.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oquestionador.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oquestionador.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oquestionador.wordpress.com/53/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=53&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>To him, we&#8217;re just freaks &#8211; Parte Um.</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 20:51:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luke</dc:creator>
				<category><![CDATA[Nerd]]></category>

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		<description><![CDATA[Vilões são geralmente tão conhecidos como heróis. Afinal de contas, eles são a outra parte da história. O outro lado da moeda. O outro gume da faca. Tidos como “ruins”, “malfeitores”, a maioria destes antagonistas destacou traços de sua personalidade que marcaram o público. A presença assustadora de Freddy Krueger, pronto para invadir seus sonhos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=46&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-47" title="The_Killing_Joke_by_madkarldisease" src="http://oquestionador.files.wordpress.com/2009/09/the_killing_joke_by_madkarldisease.jpg?w=315" alt="The_Killing_Joke_by_madkarldisease"   /></p>
<p>Vilões são geralmente tão conhecidos como heróis. Afinal de contas, eles são a outra parte da história. O outro lado da moeda. O outro gume da faca. Tidos como “ruins”, “malfeitores”, a maioria destes antagonistas destacou traços de sua personalidade que marcaram o público. A presença assustadora de Freddy Krueger, pronto para invadir seus sonhos, a dialética plenamente convincente e sedutora de Al Pacino em “O Advogado do Diabo”, a onipotência de Darth Vader&#8230; Até em animações os vilões são lembrados. São poucos aqueles que não se deliciam com o cinismo apresentado por Jeremy Irons para encarnar Scar, em O Rei Leão. Todos esses vilões – e a maioria de todos eles – tem algo em comum: Uma motivação. Seja por uma série de traumas, por dinheiro, por poder; todas suas ‘maldades’ são feitas em pró de um objetivo que lhes interessa. Como, então, combater um inimigo que não tem objetivo algum, senão a auto-destruição? Depois desta breve introdução, senhoras e senhores, convido-lhes a discorrer sobre aquele que, para mim, caracteriza um dos melhores vilões de todos os tempos – seja nas HQ’s ou no cinema -: O Coringa. E para tentar desmistificar essa figura enigmática, irei dividir essa matéria em duas partes: Coringa nos Quadrinhos e o Coringa no Cinema. Na primeira parte, a história em quadrinho <em>A Piada Mortal</em> será tomada como base. Na segunda, enlouqueceremos com o Coringa que Heath Ledger nos proporcionou. Segure-se, leitor(a), e&#8230; Why so serious?</p>
<p align="center"><strong><em>Batman: A Piada Mortal.</em></strong></p>
<p><strong>Aviso: </strong>Deste ponto em diante, o artigo está sujeito a <span style="text-decoration:underline;">spoilers</span>. Se você não leu A Piada Mortal, recomendo que compre uma edição ou simplesmente baixe da internet; esta não é simplesmente uma história em quadrinhos. É uma obra prima. O faça antes ou <em>depois</em> dessa leitura. Considerem-se avisados.</p>
<p>Nessa, que é considerada uma das melhores histórias em quadrinhos de todos os tempos, o Coringa foge do Asilo Arkham e decide mostrar ao homem-morcego que basta <strong>um</strong> dia ruim para que uma pessoa normal enlouqueça. E ele decide testar essa hipótese justamente no Comissário Gordon. O Coringa vai até a casa dele, então, e atira em sua filha – Bárbara Gordon, até então a Batgirl -. Em seguida, nos é sugerido de maneira subjetiva que ele a violenta sexualmente, documentando o ocorrido em fotografias. Gordon é levado até um parque de diversões, torturado psicologicamente pelo Coringa que chega a colocá-lo em uma montanha russa, exibindo durante o percurso as fotos que tirou da própria filha de Jim. Quando Batman chega, encontra Gordon miraculosamente são. Ele decide, então, ir atrás do Coringa, para capturá-lo.</p>
<p>A história termina de uma maneira genial: O Coringa conta uma piada sobre dois loucos que desejavam fugir do manicômio; eles sobem no telhado da instituição e vêem outro prédio próximo. Um deles pula, e consegue escapar. O outro, porém, fica com medo de cair. Seu amigo diz: “Ei! Eu tenho uma lanterna aqui. Vamos fazer assim: Eu a ligo, e você vem até aqui caminhando pelo facho de luz”. No que o outro responde, depois de balançar negativamente a cabeça: “Eu não! Acha que eu sou louco? Você vai desligar a lanterna no meio do caminho!”.</p>
<p>O Coringa começa a rir. Batman começa a rir. Os dois se aproximam, rindo muito&#8230; E a história acaba. Isto coloca em xeque toda a credibilidade do homem-morcego. Esse final genial, criado por Alan Moore, nos faz pensar: Batman é um herói, sim. Ele luta pelo crime. Mas é tão louco quanto o Coringa&#8230; Afinal de contas, o homem veste uma fantasia de morcego e sai por aí combatendo marginais. Será que ele e o seu maior arqui-inimigo são tão diferentes assim?</p>
<p>Essa questão é levantada no filme que, para mim, é o melhor de 2008. Numa das melhores adaptações de super-herói para a tela do cinema (na minha opinião, perdendo apenas para Watchmen). O filme que imortalizou Heath Ledger e enterrou de vez os videoclipes de Joel Schumacher (que eu me recuso a sequer proferir os títulos). Falaremos, a seguir, de: <strong><em>Batman: O Cavaleiro das Trevas</em></strong>. E o melhor Coringa de todos os tempos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oquestionador.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oquestionador.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oquestionador.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oquestionador.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oquestionador.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oquestionador.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oquestionador.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oquestionador.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oquestionador.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oquestionador.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oquestionador.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oquestionador.wordpress.com/46/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oquestionador.wordpress.com/46/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oquestionador.wordpress.com/46/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=46&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Correr do Relógio &#8211; Parte Dois.</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 12:47:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luke</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Se antes tudo era escuridão, agora era difícil acostumar-se com a luz. Em contrapartida, os olhos pareciam mais ‘leves’. Quando os olhos acostumaram-se com a claridade, olhou para o próprio corpo. Usava vestimentas clássicas, como aquelas descritas em contos épicos medievais. Vestimentas que caracterizavam-no como um nobre. Um príncipe, talvez? Era irônico. Há segundos, encarando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=41&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-42" title="A_couple_by_Madster1ms" src="http://oquestionador.files.wordpress.com/2009/09/a_couple_by_madster1ms1.jpg?w=315" alt="A_couple_by_Madster1ms"   /></p>
<p>Se antes tudo era escuridão, agora era difícil acostumar-se com a luz. Em contrapartida, os olhos pareciam mais ‘leves’. Quando os olhos acostumaram-se com a claridade, olhou para o próprio corpo. Usava vestimentas clássicas, como aquelas descritas em contos épicos medievais. Vestimentas que caracterizavam-no como um nobre. Um príncipe, talvez? Era irônico. Há segundos, encarando aquelas labaredas saídas direto da lareira, sentia-se debilitado, inútil. Agora, o corpo todo parecia agir em uníssono. Os braços ganharam força novamente, as pernas pareciam novas em folha. Sorriu, e olhou para o horizonte que o aguardava. E de lá, sua princesa aproximava-se. Os longos cabelos negros haviam retornado à correr pelo seu corpo, quase que tocando o fim de suas costas. Os lábios estavam vivos novamente; perfeitamente desenhados, com um vermelho forte e natural, como se estivesse implorando para ser beijada. Ela correu em sua direção, e os dois abraçaram-se. Não entendiam o que estava acontecendo, tampouco o porquê. Sabiam, porém, que sendo real ou não&#8230; Estava acontecendo. E, portanto, não iriam desperdiçar tal oportunidade. Por muitos instantes ficaram em silêncio, apenas admirando o rosto do outro. Até que ela quebrou o silêncio, ainda escondendo o corpo por entre os braços dele.</p>
<p>- Também não precisava levar pra <em>tão</em> longe&#8230;</p>
<p>Ele riu. Voltou a menear negativamente a cabeça.</p>
<p>- Você nunca está satisfeita.</p>
<p>- E mesmo assim você me ama. – Treplicou ela, exibindo um provocativo sorriso nos lábios.</p>
<p>- É&#8230; Talvez. – Encerrou ele, fingindo deboche e pouco-caso. A verdade é que a amava com todo seu coração.</p>
<p>Fechou os olhos mais uma vez. Ao abri-los, o corpo havia mantido a forma anterior. Permanecia jovem. As roupas, porém, haviam mudado. Eram costumeiras de sua época. Uma camisa, calças jeans, sapato. Ela usava uma blusa mais grossa, para proteger-se do frio. Ao longe, o Sol já não aparecia mais&#8230; Mas os dois aparentavam estar acima das nuvens. Em um lugar desconhecido. Um lugar que os chamava para mais perto. Pedia – ou melhor, requisitava – sua aproximação. Não restava-lhe mais dúvidas: Tudo aquilo só podia acabar de uma forma, e não havia como lutar. Não havia como fugir.</p>
<p>Suspirou. Olhou de lado para sua companheira de tantos anos. A intimidade era tão grande que palavras não eram necessárias. Bastava um olhar. Bastava estarem próximos. Sabiam que o momento haviam chegado, mas não estavam tristes. Se estavam juntos, significava que tudo ficaria bem. De mãos dadas, começaram a caminhar rumo ao horizonte sem fim. A morte não era um túnel escuro e medonho. Era um horizonte magnífico, rodeado de flores. De braços abertos, recebê-los-ia e acolhê-los-ia.</p>
<p>Naquela bela, porém simples casa de campo, de mãos dadas e deitados na cama, um casal de senhores parou, naturalmente e sem dor, de respirar. E o grande relógio de madeira que decorava o quarto voltou a bater.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oquestionador.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oquestionador.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oquestionador.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oquestionador.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oquestionador.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oquestionador.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oquestionador.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oquestionador.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oquestionador.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oquestionador.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oquestionador.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oquestionador.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oquestionador.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oquestionador.wordpress.com/41/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=41&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Correr do Relógio &#8211; Parte Um.</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 20:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luke</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Sentado em uma confortável cadeira de balanço, ele impulsionava o corpo, sem muito vigor, para a frente e para trás. A cadeira balançava junto, rangendo de maneira minuciosa, quase imperceptível. Era fim de tarde, e a maior luminosidade já era gerada pela lareira. O fogo aceso gerava desenhos que se destruíam instantes depois de aparecerem, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=30&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-35" title="Till_Death_do_Us_part_by_lulusoccer" src="http://oquestionador.files.wordpress.com/2009/09/till_death_do_us_part_by_lulusoccer.jpg?w=315" alt="Till_Death_do_Us_part_by_lulusoccer"   /></p>
<p>Sentado em uma confortável cadeira de balanço, ele impulsionava o corpo, sem muito vigor, para a frente e para trás. A cadeira balançava junto, rangendo de maneira minuciosa, quase imperceptível. Era fim de tarde, e a maior luminosidade já era gerada pela lareira. O fogo aceso gerava desenhos que se destruíam instantes depois de aparecerem, dando vida a novas formas. Gerando novas recordações que faziam aquele rosto, agora tomado por rugas, sorrir novamente.</p>
<p>Levantou-se da cadeira, sentindo o corpo ranger da mesma maneira que a madeira fazia. Meneou negativamente a cabeça, percebendo que os dois – tanto ele quanto a cadeira – já estavam velhos demais. A lentos passos, caminhou até a janela da sala. Se quando jovem prezava pela pressa e rapidez, agora não precisava temer por prazos, deadlines ou horários. Apoiou as mãos na borda da janela, esticando a cabeça para fora. A paisagem não era digna de um filme noir, tampouco de um retrato pendurado no hall de entrada de uma luxuosa mansão. Aquela paisagem, porém, era o suficiente para mostrar que o mundo não para. Não espera. Não dá passagem. Pessoas vem e vão, lágrimas molham o rosto, corpos se aproximam e se afastam&#8230; E o mundo corre mais rápido do que as próprias pernas. Um piscar de olhos é o suficiente para perder algo que lhe fará falta para o resto da vida. À essa altura da vida, porém – o final -, esse tipo de coisa já não importa mais.</p>
<p>Arrastou os pés pelo cômodo, até adentrar o quarto. A cama – o cômodo mais importante e mais confortável de toda a casa -  estava praticamente intocada. A mulher que ali dormia praticamente não se movia. Estava num sono profundo. Seus cabelos que, nos tempos de juventude, eram longos e negros, agora jaziam brancos e curtos. Ele caminhou até a beirada da cama e sentou-se ali. Afagou os cabelos finos da mulher, de uma maneira suave o suficiente para não despertá-la de seus sonhos. Os olhos castanhos não tinham mais a mesma vivacidade, mas fazia questão de observá-la como se fosse a primeira vez. Por mais que o tempo tivesse passado, ainda a via como aquela mulher forte, corajosa e brincalhona de anos atrás. Uma mulher que não se abalava por nada, e que por mais que carregasse defeitos e incertezas&#8230; Amava seu homem. Seu companheiro. Sua vida.</p>
<p>Perdeu a noção do tempo que passou a observando. Foi tempo o suficiente, deduziu, para que ela acordasse. E ela acordou. Os olhos também castanhos, porém levemente esverdeados, fitaram os dele. Diferente do homem, os olhos dela continuavam a brilhar como se ela não tivesse completado sequer 20 primaveras. Seu sorriso foi doce e simples; apenas curvou os lábios lentamente. As palavras que sussurrou saíram sem força, como se ela não conseguisse sequer falar. Mas falou.</p>
<p>- Me leva daqui&#8230;</p>
<p>O corpo dele abaixou-se para abraçá-la. Meio sentado, meio deitado, beijou carinhosamente a orelha dela. De repente&#8230; Tudo ficou escuro. O relógio que batia no quarto, até então o único barulho presente, também parou.</p>
<p>Foi então que aconteceu.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oquestionador.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oquestionador.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oquestionador.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oquestionador.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oquestionador.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oquestionador.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oquestionador.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oquestionador.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oquestionador.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oquestionador.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oquestionador.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oquestionador.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oquestionador.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oquestionador.wordpress.com/30/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=30&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Incrédulo</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 16:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luke</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca acreditou em nada. Mitos, lendas, contos&#8230; Nada. Dizem os mais próximos que, quando o médico bateu em suas brancas nádegas – após arrancá-lo com veemência do ventre materno -, não acreditou em tamanha ousadia. Achou infantil e desnecessário da parte de alguém que dedicou 6 (seis!) anos de sua vida para formar-se em Medicina, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=25&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-26" title="Interrogation Point" src="http://oquestionador.files.wordpress.com/2009/09/interrogation-point.jpg?w=150&h=100" alt="Interrogation Point" width="150" height="100" /><br />
</strong></p>
<p>Nunca acreditou em nada. Mitos, lendas, contos&#8230; Nada. Dizem os mais próximos que, quando o médico bateu em suas brancas nádegas – após arrancá-lo com veemência do ventre materno -, não acreditou em tamanha ousadia. Achou infantil e desnecessário da parte de alguém que dedicou 6 (seis!) anos de sua vida para formar-se em Medicina, bater na bunda alheia assim, sem pagar sequer um café ou um salgado.</p>
<p>Quando pequeno, não acreditou no tal <em>Coelhinho da Páscoa.</em> Duvidou mais ainda do Papai Noel. Perdeu a fé no ser humano – mais especificamente na mulher – quando, na adolescência, a primeira namorada disse que gostava dele “da maneira que ele era”, e que o Juninho, o atleta da escola, era só “um amigo especial”.</p>
<p>Sofreu no colégio. Não acreditou que era tão difícil escrever certo, duvidou da fórmula do Báskara e, quando desafiado acerca da <em>Loira do Banheiro</em>, tudo o que conseguiu foram alguns minutos sentindo o agradável odor que vem anexo a todo banheiro masculino do planeta.</p>
<p>A paranóia simplesmente não parava. Ao olhar-se corriqueiramente no espelho, voltava os passos e olhava novamente, pra ter certeza que era ele. Na cama, não acreditava quando elogiavam suas habilidades, e se mostrava incrédulo quando estas eram subjulgadas. Aliás, não acreditava no tamanho sucesso que fazia com as mulheres. “É esse seu jeito misterioso, questionador” elas diziam. E ele, claro, duvidava.</p>
<p>Duvidava da lealdade dos amigos. Da fidelidade da esposa (cujo casamento foi atrasado em 11 meses, pois ele duvidava que ela teria coragem de casar-se com ele). Duvidava que era o pai daquele estranho garoto que agora habitava a casa – de decoração duvidosa -. Em um desses dias em que as pessoas olham para o céu e duvidam que vai chover, mas chove, ele foi abordado ao sair de casa, por um assaltante. Duvidou que a arma fosse de verdade.</p>
<p>Sua expressão ao cair no chão, depois de levar três tiros, já não continha dúvida alguma.<br />
Mas agora era tarde demais.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oquestionador.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oquestionador.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oquestionador.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oquestionador.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oquestionador.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oquestionador.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oquestionador.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oquestionador.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oquestionador.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oquestionador.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oquestionador.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oquestionador.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oquestionador.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oquestionador.wordpress.com/25/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=25&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Luke</media:title>
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			<media:title type="html">Interrogation Point</media:title>
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	</item>
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		<title>Questione.</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 15:17:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luke</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pílula Vermelha]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é a primeira vez que crio um blog. Não será a última. A escrita faz parte da minha vida da mesma maneira que meus amigos, pais, namorada. Às vezes, ela tem um papel mais importante ainda. Ela é o corpo nu que se oferece, sem pedir nada em troca, para receber tudo que eu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=4&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-7" title="Riddler" src="http://oquestionador.files.wordpress.com/2009/09/riddler.jpg?w=315" alt="Riddler"   /></p>
<p>Não é a primeira vez que crio um blog. Não será a última. A escrita faz parte da minha vida da mesma maneira que meus amigos, pais, namorada. Às vezes, ela tem um papel mais importante ainda. Ela é o corpo nu que se oferece, sem pedir nada em troca, para receber tudo que eu esteja disposto a fazer, experimentar, tentar. Traçados, rabiscos, textos, poesias, devaneios, sonhos, desejos, loucuras. A escrita sempre esteve ao meu lado, à minha frente, em minha cabeça e em minha alma.</p>
<p>Ultimamente, porém, percebi que ela estava  ficando em um local inapropriado: Atrás de mim (sem duplos sentidos, <em>dessa vez</em>). E é inadmissível que eu coloque um precioso dom que veio tatuado em minha alma, atrás de mim ou de outras coisas. A escrita é minha prioridade. Minha vida. É meu pão e vinho.<em> </em>A escrita, portanto, deve estar aqui. Aos olhos de vocês: Leitores, curiosos, amigos, inimigos. Tudo o que vocês vêem aqui é escrito para <strong>vocês</strong>. Para que reflitam, para que se informem, para que <em>questionem</em> tudo à sua volta. O primeiro passo para a vitória, para o engrandecimento pessoal e comunitário, é questionar. Duvidar. Pensar duas vezes no que se ouve, no que se <em>lê</em> (esse blog incluso), no que se <em>vê</em>.</p>
<p>A idéia do título do blog veio de um conto que eu comecei a escrever de brincadeira. Enquanto o escrevia, mostrei para três amigos diferentes. Duas mulheres, e um homem. Em determinada parte do conto, as duas mulheres (que não sabiam que outra pessoa lia o mesmo texto) deram as seguintes respostas:</p>
<p>&#8220;Sinto você se personificando.&#8221;</p>
<p>&#8220;Auto-biográfico?&#8221;</p>
<p>Se eu, involuntária e inconscientemente, acabei passando parte de mim para o conto&#8230; Não sei. Não ousarei fazer esse juízo de valor, e deixarei para que vocês me digam isso (ou não). O que importa é que, ontem, um pouco antes de escrever, tive a epifania supracitada: Eu preciso recolocar a escrita no local que ela merece. No topo. E aqui ela estará, senhoras e senhores. No topo das minhas obrigações e prazeres. A porta está aberta.</p>
<p>O blog tratará de absolutamente tudo. Não seguirá uma linha. Posso, no próximo post, postar uma análise de algum filme ou história em quadrinho, e no próximo escrever sobre futebol. Tratrarei de assuntos que ninguém fala, e assuntos que você encontra em diversos sites e blogs. O único diferencial é que tratarei cada assunto da <em>minha</em> maneira. Sintam-se, portanto, desafiados a me compreender, e a compreenderem-se.</p>
<p>Abra a janela. Grite. Questione. Saia por aí. Não tenha medo. Está só começando.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oquestionador.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oquestionador.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oquestionador.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oquestionador.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/oquestionador.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/oquestionador.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/oquestionador.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/oquestionador.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oquestionador.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oquestionador.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oquestionador.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oquestionador.wordpress.com/4/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oquestionador.wordpress.com/4/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oquestionador.wordpress.com/4/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oquestionador.wordpress.com&#038;blog=9570642&#038;post=4&#038;subd=oquestionador&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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